segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O xuxalismo

O socialismo em Portugal
Esteve sempre a recuar...
Com Mário Soares a entravar,
O Governo Constitucional!
Arranjou uma camarilha,
Que lia na mesma cartilha,
P'ró processo destabilizar
E então quem não conhecia,
O ministro Souto Maior Cardia
E outros que vou então citar?
Gonelha no trabalho a comandar,
Com Barreto na agricultura,
À espera de na devida altura...
P'rós trabalhadores atacar!
Soares está sempre à espreita...
P'ra mais ataques poder fazer!
Encosta-se todo à direita...
Fazendo o povo mais sofrer.
Esse grande opportunista,
Diz ao mundo que é Socialista,
Apenas para o povo enganar...
Pensei que seria mais um facho...
Meteu toda a família no tacho,
Para o povo poder explorar!

Julho de 1979

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Revolta

Nesta terra de galifões...
Em que tudo é de esperar...
Há um governo de ladrões,
P'ra tudo desnacionalizar!...

Só falta ir aos sepulcros,
Para os mortos assaltar...
Nas empresas que dão lucros,
Fartam-se eles de roubar!

A isto se chama uma quadrilha,
De ladrões em movimento...
Aprenderam a ler na cartilha,
Nas bancadas de São Bento!

Os roubos organizados,
São os piores sinistros...
Quando eles são efectuados,
Pelo Conselho de Ministros.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O Futuro

Com algumas dores...
Os filhos são;
Fruto d'um amor,
Do nosso coração!

Eles são os doutores,
Desta sociedade
Em construção!
Diga-se com verdade...

São eles o baluarte,
Se houver falsidade...
Erguem o estandarte
E fazem a revolução!

Constroem a democracia,
Com muito custo e suor...
Trabalhando no dia a dia...
Por uma sociedade melhor!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Não Tremam

Os que nos governam,
São uns chulos!
Parasitas da sociedade!
Vocês, não tremam!
Nem andem aos pulos...
Porque isto é verdade!
Do triste salário...
Não pode viver
O pobre operário...
Terá que recorrer,
Ao vencimento da mulher...
Para os filhos sustentar.
Enquanto uns vivem
À grande e à francesa...
E na televisão, até sorriem,
Outros morrem... à portuguesa!

O que é, morrer à portuguesa?
Todos sabem com certeza...
Que muitos dos medicamentos,
Deixaram de ser comparticipados.
Pela ministra Beleza,
Se teriam ou não aumentos.
Na farmácia, é preciso pagar.
Sem salário, sem dinheiro...
Os medicamentos podem esperar...
Chame-se então o coveiro,
Pró pobre operário enterrar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Família

É debaixo do mesmo tecto
Que se coloca a mobília;
Com amor se forma a família,
Laços intransponíveis de afecto.

Pai, mãe, filhas e filhos
Unidos e sem quezília,
Mesmo com tantos cadilhos
Formam uma grande família!

Depois nascem os netos,
Que dela também fazem parte,
Erguendo o mesmo estandarte
Com amor, nascem os bisnetos.

Família sempre unida!
Nada a poderá destruir
Durante toda a vida...
Com amor a construir!