quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Severa

Na cidade
À noitinha,
No canto
Da viela,
A saudade,
Só tinha
Encanto
Para ela!
Da minha
Janela
Ouvia
O canto
Da Severa!
A guitarra,
Gemia
De pranto...
E com encanto
De alegria
Que tivera...
Fez uma farra!
Co'a guitarra,
A euforia
Era tal,
Que em Portugal
Se sentia
Com alegria,
O fado da Severa!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A Luta do Trabalhador

Nesta vida desgraçada
D'um povo descontente
Que na vida não tem nada...
E vive numa miséria premente.
O salário não dá
P'ró sustento dos filhos,
Por isso dá cadilhos,
Quando se quer pão e não há!...

Digo isto do coração...
O povo tem direito,
De viver com respeito,
Com menos exploração!

Quando se pede um pão,
A fome se deve mitigar...
Mas os ricos nada dão!...
Mandam o pobre trabalhar.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Determinação

Se eu durmo não vejo.
Se vejo, posso pecar
Por ver o que desejo...
Sem poder alcançar!

O melhor é não dormir,
Para tentar agarrar,
Tudo o que conseguir
Sem ao pecado se olhar...

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Dia dos Namorados

São Valentim... São Valentim...
Não olhes assim para mim...
Nem falaste com minha amada,
Ela'inda está no Japão
Eu com a seta no coração...
Contigo ela ficou zangada!...
Por não teres feito nada,
Nem ao menos uma aproximação...
Da distancia que nos separa
Que faz sofrer nosso coração!
São Valentim, peço por favor
Que cuides deste nosso amor!



sábado, 16 de fevereiro de 2008

Dia dos Namorados

São Valentim...São Valentim...
Não olhes assim para mim...
Nem falaste com minha amada,
Ela, ainda está no Japão...
Eu, com a seta no coração...
Contigo ela ficou zangada!...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Uma conversa no combóio

Em Portugal, deu-se o 25 de Abril porque o povo vivia muito mal com baixos salários e uma política salazarista. O povo veio para a rua comemorar o grande facto histórico, de cravos na mão. Nas armas dos soldados, foi colocado um cravo rubro e assim ficou conhecida a "Revolução dos Cravos". A direita, mete o rabo entre as pernas e tenta se organizar, enquanto o povo vivia na euforia da Revolução. Foram criados vários partidos,todos eles se diziam democratas. Quando houve pela primeira vez eleições para a Assembleia da República,o Partido socialista, aproveita-se do nome (socialista)e ganha as eleições. Mais tarde, o seu secretário geral, mete o socialismo na gaveta, e começa numa luta desenfreada contra a Central Sindical C. G. T. P. IN, tem até o desplante de dizer que queria partir a C.G.T.P., pela coluna dorsal, era uma espinha que lhe estava atravessada na garganta.
Os trabalhadores começam a perder regalias sociais, a partir do 1º Governo Constitucional, durante quatro anos. Há novas eleições. Quem ganha é o partido social democrata, PPD. A política deste partido é análoga à do anterior porque eles são irmãos gêmeos politicamente. A luta dos trabalhadores continuava, um dia quando eu regressava de uma reunião da estrutura sindical a que pertencia, dentro do combóio, comecei a falar sobre a política desastrosa do governo, com um sujeito que ia sentado na minha frente, quando cheguei a casa, transcrevi a conversa com este poema:

Uma verdade vou contar,
De combóio a viajar,
Vinha um ilustre senhor
que falava de opressões
Em empresas do sector
Das nacionalizações!
Que o Governo não perdoava,
A quem na esquerda militava.
Por tantanto, tinha que pôr
Um sujeito em cada sector,
Para de perto o vigiar,
Pró falso passo que desse,
Ao trabalhador metesse
Um processo diciplinar.
Na verdade se vê,
Elementos do P.P.D.
Colcados em ponto chave,
Prós trabalhadores controlar
Nas greves a efectuar
Mas os trabalhadores convencidos,
Não se devem dar por vencidos...
E fazer com que ele dali cave.
De promessas estamos fartos
De traidores baratos
Que nos querem adormecer...
É preciso se estar atento...
Pra que não venha nenhum nojento,
Despedir quem lhe apetecer!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Minha Aldeia

Em 1960 estava eu na Marinha de Guerra.Um aldeão que saiu de sua terra pela primeira vez, se mudou para a grande cidade de Lisboa, cumprindo aí o serviço militar na Armada Portuguesa.
As saudades foram crescendo...até que escrevi este poema:
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Vale mais a aldeia onde nasci,
Do que todas as cidades de Portugal,
Foi lá onde a pouco e pouco cresci,
No meio daquele maravilhoso pinhal!
.
Onde a maldade quase não existe,
Mas cá em Lisboa, já é triste
Se viver com a saudade de alguém.
Há qualquer coisa que se adora,
De noite, de dia, de hora a hora...
O pensamento fixa-se em Gondarém.
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Ó minha querida aldeia,
Porque te deixei eu ficar?
Porque deixei teus arvoredos,
Que conheciam os meus segredos,
Desde o último ao primeiro?
Seria por mera fantasia,
Que eu num belo dia,
Vesti uma farda de marinheiro?
Não, fantasia não pode ser,
Porque vim para a marinha,
Simplesmente por vontade minha,
Para a minha cultura desenvolver!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Para Ti Minha Querida

Imagino e não te vejo
Doce amor, meu botão de rosa!
Tantos anos a viver com ensejo
De te encontrar, linda e formosa.
Sem saber onde te encontrar,
Tanta dor por mim sofrida...
Peço-te para me perdoar,
Minha flor amada querida...
Do amor que não te pude dar,
Da necessidade por ti sentida...
Amor, comigo poderás contar
Para o resto de minha vida!