Em 1960 estava eu na Marinha de Guerra.Um aldeão que saiu de sua terra pela primeira vez, se mudou para a grande cidade de Lisboa, cumprindo aí o serviço militar na Armada Portuguesa.
As saudades foram crescendo...até que escrevi este poema:
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Vale mais a aldeia onde nasci,
Do que todas as cidades de Portugal,
Foi lá onde a pouco e pouco cresci,
No meio daquele maravilhoso pinhal!
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Onde a maldade quase não existe,
Mas cá em Lisboa, já é triste
Se viver com a saudade de alguém.
Há qualquer coisa que se adora,
De noite, de dia, de hora a hora...
O pensamento fixa-se em Gondarém.
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Ó minha querida aldeia,
Porque te deixei eu ficar?
Porque deixei teus arvoredos,
Que conheciam os meus segredos,
Desde o último ao primeiro?
Seria por mera fantasia,
Que eu num belo dia,
Vesti uma farda de marinheiro?
Não, fantasia não pode ser,
Porque vim para a marinha,
Simplesmente por vontade minha,
Para a minha cultura desenvolver!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
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