quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Uma conversa no combóio

Em Portugal, deu-se o 25 de Abril porque o povo vivia muito mal com baixos salários e uma política salazarista. O povo veio para a rua comemorar o grande facto histórico, de cravos na mão. Nas armas dos soldados, foi colocado um cravo rubro e assim ficou conhecida a "Revolução dos Cravos". A direita, mete o rabo entre as pernas e tenta se organizar, enquanto o povo vivia na euforia da Revolução. Foram criados vários partidos,todos eles se diziam democratas. Quando houve pela primeira vez eleições para a Assembleia da República,o Partido socialista, aproveita-se do nome (socialista)e ganha as eleições. Mais tarde, o seu secretário geral, mete o socialismo na gaveta, e começa numa luta desenfreada contra a Central Sindical C. G. T. P. IN, tem até o desplante de dizer que queria partir a C.G.T.P., pela coluna dorsal, era uma espinha que lhe estava atravessada na garganta.
Os trabalhadores começam a perder regalias sociais, a partir do 1º Governo Constitucional, durante quatro anos. Há novas eleições. Quem ganha é o partido social democrata, PPD. A política deste partido é análoga à do anterior porque eles são irmãos gêmeos politicamente. A luta dos trabalhadores continuava, um dia quando eu regressava de uma reunião da estrutura sindical a que pertencia, dentro do combóio, comecei a falar sobre a política desastrosa do governo, com um sujeito que ia sentado na minha frente, quando cheguei a casa, transcrevi a conversa com este poema:

Uma verdade vou contar,
De combóio a viajar,
Vinha um ilustre senhor
que falava de opressões
Em empresas do sector
Das nacionalizações!
Que o Governo não perdoava,
A quem na esquerda militava.
Por tantanto, tinha que pôr
Um sujeito em cada sector,
Para de perto o vigiar,
Pró falso passo que desse,
Ao trabalhador metesse
Um processo diciplinar.
Na verdade se vê,
Elementos do P.P.D.
Colcados em ponto chave,
Prós trabalhadores controlar
Nas greves a efectuar
Mas os trabalhadores convencidos,
Não se devem dar por vencidos...
E fazer com que ele dali cave.
De promessas estamos fartos
De traidores baratos
Que nos querem adormecer...
É preciso se estar atento...
Pra que não venha nenhum nojento,
Despedir quem lhe apetecer!

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